cinza.

pontualmente, caio.
“Não gosto quando a gente fica falando assim no que não foi, no que poderia ter sido. God! Não aos sábados, principalmente à noite. não hoje, por favor, hoje não dá, eu tenho. Eu tenho uma sensação meio de amargura, de fracasso. Você me entende? Como se tivesse a obrigação de ter sido, ou tentado ser, outra pessoa’

uma cerveja e eu tenho certeza do teu exato tamanho. fico atenta de longe, nem precisa chegar perto, você vai e se entrega por inteiro. ainda que aos poucos, uma pequena pista, variação de voz: inteiro. armadilha do orgulho, que nunca realmente sabe o que está fazendo. pra onde está apontando. sim, também havia um jogo. por isso era tão interessante. só não é mais porque eu não sei perder, e acho que você joga sujo demais, e é verdade. você nem percebe que acabou e acredita que isso surte algum efeito. aí quanto mais frio o tempo e você vão ficando, eu vou deixando que o tempo deixe mais uma porrada de coisa. você nem percebe, agora é desatento. não permito que chame tanta a atenção. agora eu deixo simples, simples, completamente simples. não por desbotamento, por opção. e você me acha pequena. e é a prova de que não vê além. agora simplesmente dói. não porque eu sou fraca, de novo, não, mas porque eu permito doer. a falta de silêncios, de conforto, sempre doem. e quanto mais você se protege mais absurdo parece pra mim, à essas tantas, tentar te desproteger. tirar suas novas armadilhas. não, acabo deixando, sem discutir. apenas indo. falando o que quiser. você cego, eu surda.

~ por slowdrug em 22/02/2009.

Uma resposta to “cinza.”

  1. Se você deixasse de se proteger tanto também, estaria por completo ao seu lado. Inteiro, da alma aos olhos. Mas as coisas não são simples. Não com você. E é por isso que eu ainda tento, tento e tento sempre cada vez mais, fazer passado. Coisas de indiretas de amor, que no fundo sempre enganam…

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